Desde que a pandemia por coronavírus atingiu o Brasil, empresas dos mais diferentes segmentos precisaram se adaptar a uma nova realidade, repleta de restrições e também de oportunidades. Surgiu, então, a necessidade de pôr em prática muita resiliência e muita energia para rever processos, práticas e estratégias, a fim de manter operações e a entrega de produtos e serviços aos seus clientes, além de manter os colaboradores e a empresa saudáveis.

Para o segmento de distribuição de materiais elétricos o desafio não foi diferente. A adaptação que surgiu com mais força e de maneira eminente foi a adoção do home office. A disponibilização de equipamentos, a geração de acesso remoto para as equipes, a utilização de novas ferramentas de trabalho e o gerenciamento dessa nova modalidade de atuação foram alguns dos obstáculos que precisaram ser superados em pouco tempo e mitigando os decorrentes impactos nos fluxos da empresa.

As rotinas dos times comerciais, principalmente os externos, também passaram por uma grande transformação. Ao invés de estarem nas ruas, em reuniões presenciais ou visitando clientes, passaram a realizar suas apresentações e negociações através de reuniões online, videoconferências e aplicativos. Foi possível trocar o tempo anteriormente dedicado aos longos deslocamentos entre uma reunião e outra, por um processo otimizado de contato, permitindo que este acontecesse com maior facilidade, flexibilidade e recorrência. Apesar das perdas qualitativas de um encontro presencial, o trabalho remoto e essa nova forma de se comunicar acabaram resultando em uma maior proximidade entre os pontos e a uma melhora no relacionamento entre as partes, além de trazer mais produtividade ao exercício da função.

Não restam dúvidas de que o home office é uma adaptação que veio para ficar e que já transformou a relação dos colaboradores com o seu trabalho. Já externamente, como a possibilidade de comprar produtos no balcão de lojas físicas ficou inviável em diversos momentos da pandemia, o e-commerce tornou-se um canal essencial. Com isso, o lançamento e o desenvolvimento de melhorias em plataformas de vendas digitais se fez necessário e é um caminho sem volta.

Os departamentos logísticos das empresas de distribuição, não elegíveis ao trabalho remoto ou à completa digitalização, se tornaram ainda mais essenciais neste cenário, devido à grande responsabilidade de realizar as dinâmicas de recebimento e envio dos produtos que precisam chegar até os mais variados tipos de clientes. A fórmula para que essas atividades pudessem acontecer de maneira mais segura, otimizada e assertiva envolveu investimento em medidas preventivas, em equipamentos de proteção individual (EPIs), no estabelecimento de turnos e equipes de trabalho mais segmentadas além de ferramentas de produtividade.

A maneira de comprar foi reinventada e é evidente que as empresas mais preparadas para operar remotamente, que enxergaram oportunidades em meio às restrições, anteviram os riscos e assimilaram melhor as novas demandas de mercado conseguiram se manter mais relevantes aos clientes durante este período desafiador.

Cabe ao setor perceber que este é apenas o começo. É cada vez mais importante olhar para dentro da empresa e, continuamente, rever processos, buscar formas para torná-los mais eficientes, digitalizar, implementar novas ferramentas e interligar sistemas. A transformação digital e as demais tendências iniciadas ou aceleradas pela pandemia não terminarão junto com ela. Se adaptar ao novo cenário é uma questão de sobrevivência.

Últimas notícias Exibir todas as notícias